Lá Lá Longe *

Fomos assistir – eu e minha mulher – ao campeão do Oscar recentemente. Tanto além de La La Land onde o Fred Astaire contemporâneo Ryan Gosling corteja Emma Stone, em dia seguinte A Muralha. Produções esmeradas tanto em fotografia humana quanto paisagem, diálogos envolventes em ambos, destacada miséria humana com efeito de sua antiguidade na igual China em 3D.

Confirmando-se que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida, do dramaturgo Oscar Wilde (1854-1900), tomado estou pelo medo do que estamos fazendo conosco sociedade humana. Certo que os monstros mitológicos em castigo da Muralha estão realmente dentro de nós, e parece-me vencendo… Convido leitores ao esforço analítico para verem o que vi: belos casais protagonistas terminam separados, nitidamente por seus planos pessoais serem maiores do que o Amor ofertado pelo destino cinematográfico. Lembrando obra póstuma do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) O avesso das coisas, que diz também: não é fácil ter paciência diante dos que tem excesso de paciência.

Bom, sou do tempo em que a mulher era o grande prêmio do homem, não necessariamente nessa mesma ordem. Então não consigo entender o périplo de ações em almejar o sucesso dispensando-se o prêmio happy end. Caminhamos para solidão? De que adiantam holofotes, ouro e pólvora? Tornamo-nos escravos do epicureu e da ausência quando passamos a nos alimentar da solidão egocêntrica.

Humanos estarão alienados ou enfastiados pela conectividade virtual atual? A quem interessa o empoderamento metrossexual da geração Y? Talvez os sexos estejam perdidos em tentarem trocar seus papéis, talvez quantidade avassaladora de informação esteja sequestrando a naturalidade, talvez estejamos à mercê duma ditadura robótica. Ainda me lembro da emoção que passou a cena da replicante Sean Young derramando uma lágrima por Harrison Ford em Blade Runner (1983). Ali estava fronteira máquina versus humano, o sentir. Imaginem caso Adão e Eva não acasalassem? Certamente não estaríamos aqui. Longe ou perto o que decidirmos hoje, decidirá nosso amanhã…

José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304
* Publicado em http://www.horizontems.com.br/colunas-ler/brincadeiras-com-as-palavras-/1181
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Pau que dá em Chico; dá em Francisco! *

moreira-franco-caricaturaParafraseando PGR Janot. Azáfama em que vivemos nos desmandos, rebeliões, greves policiais, pilhagens urbanas, ainda regionais. Tememos agora pela nacionalização da balbúrdia, ponto crucial para nosso presidente Temer. Ou ele arruma a casa, ou vai sucumbir com ela. Sem precedentes o que estamos vivendo, tanto pelo volume da roubalheira, quanto pelos efeitos nefastos ora percebidos. Crise institucional, moral e material. Afinal são vinte milhões desempregados, estes propensos ao crime social diante daqueles suspensos em foro privilegiado, os tais do colarinho branco, breve estarão manchados pelo sangue dos usurpados possivelmente. Ainda tem espaço na mídia para calúnias profissionais, a exemplo dos contrários à indicação do Prof. Alexandre de Moraes ao STF, não restou senão publicar em meu perfil facebook seu briefing disponibilizado pelo conceituado veículo jurídico Migalhas onde comprovada fartamente sua idoneidade e notável saber forense. Por outro lado assim como candidata política no Espírito Santo participando de saques, cada vez mais black-blocs infiltrados em manifestações que deveriam ser exclusivas de cidadãos decentes. Horrores agora em Rio de Janeiro com depredações efetivas.

Meu primo Ricardo Bruno, respeitável jornalista, vem dizer em seu perfil a pouco da judicialização política que estamos em torvelinho. Data vênia ocorre ao Judiciário, que também não é santinho, mas certamente o menos endemoniado, traduzir o recurso final da população antes das Forças Armadas. Percebo que bons Juízes em todas as instâncias, face aos inquéritos e prisões recentes, encontram-se estupefatos com audácia criminosa apurada, onde natural que procedam à responsabilidade das togas.

Como bem diz Guzzo na Veja: Aqui o homem mau dorme bem. Sempre podendo piorar: Lei de Murphy, nosso constitucinalista Presidente pretende nomear Moreira Franco Ministro, pós-delação incriminatória incontroversa recente. Onde Juízes Federais em analogia ao caso anterior do chefe de quadrilha política Lula, obviamente sustaram o ato. Ainda bem, tal como a corajosa cassação carioca de Pezão Bezerra e seu vice pelo TRE, calçado ao mau exemplo Renan resiste no cargo. Senador Lobão agora no comando CCJ, cuidem-se ovelhas em recorde participantes Lava Jato. Seguindo-se atmosfera da lei astronáutica já citada, FHC aparece defendendo Lula e cuspidor Jean Wyllys. Tucano superando-se exponencialmente ao susto anterior quando externou posição pela liberalização da maconha e similares. Sarney sumiu, dizem os oficiais de justiça tentando cumprir Dr. Moro. Desta feita, caso a república das bananas sobreviva estaremos definitivamente sedentos pelo oásis São Paulo ou pelo potássio Bolsonaro. No way out!

José Carlos Paiva Bruno
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Alerta tímido *

brasil-ordem-e-progressoConsidero respeitável e muito eficiente o canal GLOBO NEWS, mormente espantou-me a experiente jornalista Leilane Neubarth agora pouco classificar de imprópria a expressão “acidente pavoroso” em tom irônico, utilizada em pronunciamento oficial do Excelentíssimo Senhor Presidente da República pela manhã de hoje. Preparado culturalmente, reiterando, nosso também pedagógico estadista. Via TWITTER esclareceu elegantemente valendo-se do dicionário para equivalência à palavra tragédia. Seguindo-se espantalho, pior ainda revelou fala do comentarista político Gerson Camarotti, classificando, como se pudesse, de “alerta tímido”, documentos oficiais da empresa responsável pela gestão terceirizada do presídio palco da fuga em massa e acerto de contas entre criminosos.

Fato é que o episódio da barbárie – estendido na madrugada às vias públicas – em suas decapitações e na inércia estadual que o possibilitou, pode mesmo revelar nas palavras do Governador José Melo de que “ninguém por lá é santo”, uma conveniente queima de arquivo. Observando em pretérita revelação da Revista VEJA, relembrada oportunamente por matéria do Jornal O GLOBO de 03.01.2017: No áudio, o traficante promete até cem mil votos a Melo para que ele não os “prejudique”. O representante do governo diz que “ninguém vai mexer” com os criminosos. O governo do Amazonas exonerou o major Brandão do cargo e informou na ocasião, em nota, que iria apurar “a veracidade do conteúdo da gravação”. “A mensagem que ele (governador) mandou pra vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não”, diz, no áudio, o major Brandão. Penso que as necessárias investigações federais deveriam ter sido concluídas no governo Dilma. Onde estão?

Então, afora vergonha da Desembargadora amazonense “vendedora de sentenças”, afastada do cargo temporariamente. Aqui sim em alerta mínimo. Esperamos que a visitinha da Ministra Carmem Lúcia, coloque os pingos nos is.

Fico com o alerta máximo do Dia de Reis, agora neste dia seguinte, reconhecendo a realeza divina do Deus menino. Estrela de sua guia seja nossa, especialmente do Presidente Michel Temer a quem pedimos, saiba trazer o Brasil de volta ao caminho do desenvolvimento e justiça, com determinação e coragem. Afinal, como dizem lá na roça: O que faz boi ladrão é cerca ruim!

José Carlos Paiva Bruno
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* Publicado em http://www.revistaevidencia.com/2017/01/alerta-timido/
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Engrenagens *

engrenagens-chaplinCostumo comparar o sistema político republicano à máquina fantástica com várias engrenagens impulsionando-se entre si. Seriam elas nossas instituições, azeitadas permanentemente em democracia para o equilíbrio e timing das transferências de força motriz. Tratamos aqui dum perfeito Montesquieu e seu Espírito das Leis, idealizado para que o povo efetivamente representado tríplice possa desfrutar da maior liberdade e proteção possíveis, evidente que com a necessária responsabilidade. Onde vale lembrar em cadeia do sagrado Direito, que o de cada cidadão termina onde começa o do outro.

Vemos na teoria do caos atual, verdadeiro desfile de vaidades exageradas, onde personalidades públicas várias tentam atrair para si, agora em nova metáfora, o cargo “luz no fim do túnel”. Pura idiossincrasia onde o que menos importa agora seja destacar-se desequilibrando, inda que para o fleumático agradar às ruas. Capengando a máquina por quixotescas atitudes descompasso, corremos o risco em perdermos ainda mais como todo: político, econômico e social. Como diria Ferreira Gullar “a poesia nasce do espanto”!

Em lado oposto teríamos o igual irresponsável laissez-fair, aqui como um deixar correr. Aqui com todo respeito aos liberais, e não estamos falando da Economia, e sim da gestão como todo republicano. D. Paulo Evaristo Arns deixa-nos o recadinho da esperança, emérito religioso, íntegro defensor dos Direitos Humanos, nunca acobertou safadeza e tirania, nem da direita tampouco da esquerda. Diferentemente como alguns jornalistas tentam impor-lhe uma emblemática de resistência à ditadura, D. Paulo atuou com firmeza para conter excessos de ambos os lados, quando teve coragem em visitar o Presidente Médici levando exemplar da Rerum Novarum, o fez de peito aberto, evidente que por sua condição moral. Construída por trajetória onde ressaltamos desprendimento em ter vendido o palácio destinado à sua residência em São Paulo, para em filantropia, impulsionar pioneiramente os movimentos de base vislumbrando resgate daqueles efetivamente desamparados social e culturalmente, atuando como inspirador Poder Moderador exemplar, sendo este papel relevante da Santa Igreja além da salvação das almas.

Presidente Temer sofre rejeição por ter herdado – dívida de quatro trilhões de reais – legado da absoluta incompetência anterior, que criminosamente trouxe-nos à Economia recessiva depauperada atual, evidente que devemos confiar na legalidade que o investiu na Presidência, onde vale ressaltar além o seu preparo pessoal, absolutamente diferente de seus atávicos. Agora cabe a nós cidadãos resiliência para apoio republicano, ou queremos novamente o tranco da supressão dos direitos e garantias individuais…

Necessária sim nova legislação para limitação dos gastos governamentais, para os abusos judiciais, como também para absurdos supersalários públicos e também para anistia do “caixa dois”, este culturalmente arraigado, então melhor começarmos legislando e cobrando doravante, sob pena de não sobrar ninguém caso enquadrem o “jeitinho brasileiro” anterior, sem falso pudor. Ou também desejamos proposta de reforma da Previdência como está, onde quero crer por sugestão de “gorduras”, temos terrível possibilidade inconstitucional de que cidadãos recebam menos que um salário mínimo. Então Renan Calheiros tem um lado necessário, seja por retaliação ou não. Assim como Eduardo Cunha que nos permite discutir agora alternativas, pois que caso evolvêssemos para estado venezuelano, talvez estivéssemos desesperadamente atravessando a fronteira para comprar mantimentos na Argentina.

José Carlos Paiva Bruno
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* Publicado em http://www.horizontems.com.br/colunas-ler/engrenagens/1160
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Do lado de lá *

pato-donald-reiPor cá ficamos satisfeitos com Donald Trump, João Dória, Marcelo Crivella e Diogo Balieiro, que corajosamente enfrentaram o tradicional jornalismo prato feito, este empenhado em fabricar resultados. Ocorre que população está enfastiada das canções de sereias que seduzem ao fundo do mar, em tempo aqui no Brasil e Argentina levaram ao fundo do poço. Imagino que na Venezuela também, assim diz a foto pretérita do tirano sucessor de defunto chavista Maduro e seu ex, veiculada na bendita mídia digital. Ainda livre propulsora de fatos e fotos, como a voz WykiLeaks. Bem que ainda temos jornalistas como: Diana Johnstone, Merval Pereira, Míriam leitão, Eliane Cantanhêde, Guga Chacra e Sérgio Aguiar. Com postura analítica isenta e matemática histórica geopolítica efetiva.

EUA e Brasil tem realmente uma sintonia de homens de bem, os Federais falam a verdade onde e quando necessário, neste fortalecimento institucional é no que acreditamos. São efetivamente heróis atuais o Diretor James Comey e nosso Juiz Sérgio Moro, cuja expertise cognitiva, transparência e coragem revelam desmascarando projetos de poder populistas sádicos e covardes, patrocinados pela corrupção. Limpeza por cá tem que prosseguir, traduz caminho sem volta, torço para que o Presidente Temer mantenha firmeza diante das apurações criminosas e nos dê além da necessária recuperação econômica, caminho em direção à verdade. Doutro modo haverá retrocesso democrático.

Hillary foi no mínimo irresponsável ao utilizar e-mail particular para tratar assuntos de Estado, e no máximo articuladora pretensiosa duma intervenção no mundo árabe, pretendendo redesenhá-lo pós Bush e necessária primeira intervenção – Tempestade no Deserto – no Iraque, o que se viu depois foram disfarçadas remodelagens políticas apoiadas por Clinton e Obama, sendo este menos perverso no aprofundamento do terrorismo e seu fomento, por não tratarem suas raízes e sim seus efeitos. Ao menos Obama foi nacionalista mesmo democrata quando salvou a indústria automobilística norte-americana e tratou com isenção, seguindo a Bush e pós-intervalo Clinton, os pilantras da bolha imobiliária. Resta agora em política internacional que Donald Trump trate questão estopim do Oriente Médio – Palestina; e a partir daí separe o joio do trigo. Combatendo também acordos de comércio pífios, onde estimuladas a fuga do capital e tecnologia, e consequente bem estar social. Bendito por Adam Smith!

Penso que grandiosa e verdadeira vitória atual seja o redescobrimento dos valores saudáveis, do rubor envergonhado, lá do tempo dos desenhos Disney, daquele Pato Donald apaixonado pela Margarida, dos sobrinhos escoteiros, das soluções simples, da família honrada, de primeiramente consertarmos a própria casa e com excedente praticarmos caridade, e que seja bom para todos, dos lados de lá e de cá.

José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304
* Publicado em http://www.horizontems.com.br/colunas-ler/do-lado-de-la/1142
* Publicado em http://www.revistaevidencia.com/2016/11/do-lado-de-la/
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Do lado de cá *

camiseta-brasilOcidentais que somos, somos com muito orgulho. Graça que passa e zomba até dos Nostradamus destinos, assim somos tudo, menos cretinos. Ginga do Capitalismo é imortal, até diante de freixos e gueixos, nossa estrutura livre ocidental autônoma responde sempre. Axé no Rio de Janeiro, que continua lindo, mesmo solapado pela corrupção irmanada à incompetência política. Sabemos do quadro caótico das finanças públicas cariocas, já de tempos. Ocorre que por detrás existe o famoso charme carioca e sua predileção épica esquerdista. Leitura nacional mostra o banimento vermelho petista, mormente e quente que agora o Coliseu é da cruz versus caldeirinha, então espero que o Rio olímpico, cidade maravilhosa do mundo, fique com a cruz em segundo turno. Oxalá!

Ser ocidental é mais que um estado de espírito, é respirar uma liberdade oxigênio, é trazer uma blindagem DNA frente aos loucos fundamentalistas, os tais que nascem em trilho filosófico, defendendo sua posição como melhor por ser única, onde retirado direito de escolha pelo desconhecimento doutros caminhos; em tempo o que nos recentes treze anos tentaram por aqui. Fracasso em sua perversidade do populismo das cotas e aprovação automática, ideologia de gênero, aborto na prateleira do mercado, liberação das drogas, entre outros infames artifícios doutrinadores valendo-se para tal inclusive dos programas sociais. Fracassaram porque o povo brasileiro é especialmente dono de seu destino, sempre foi assim, até o necessário movimento militar de 1964 foi outorgado pelas ruas. Agora com eleições municipais fizemos um movimento parecido, dentro da democracia que conquistamos e soubemos fortalecer, varrendo do poder os petistas. Importante esclarecer que PSOL e parte da REDE são petistas travestidos em zona sul. Cabe esclarecimento para segundo turno carioca avizinhando-se em bons e maus, Rio 40 graus.

Instituição isenta e fortalecida: exemplo do TCU reprovando as contas governo 2015 da ex-presidenta, esperamos que o Congresso Nacional ratifique e não venha fatiar novamente, como naquela outrora culinária vergonhosa arranjada de última hora.

Bem verdade que o Marx – considerado por mim um purista nefasto – em sua obra laica inacabada, produzida no conforto da biblioteca londrina com patrocínios que sempre levaram a ele capital e nunca trabalho. Talvez sem trabalho o Homem não precise da Fé, tampouco da Liberdade.

José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304
* Publicado em http://www.horizontems.com.br/colunas-ler/do-lado-de-ca/1121
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Impeachment – Epílogo *

dilma & cardozoGleisi Mortícia ladra dos velhinhos traduziu o ápice desesperador de Tropeço Cardozo e Lurch Dilma. Filme épico o derradeiro julgamento, o namoro depoente da ex-chefe da Casa Civil deu a presidenta afastada oportunidade em várias contribuições evasivas, incluindo bolsa-pódio incentivando periferias e modificação de aeroportos com fim de filas, principalmente para envergadura dos planos, contratando moradias e passagens aéreas para o pessoal de baixa renda, senão me engano a BR364, tirando o Brasil do mapa da fome por meio bolsa-família, lembrando do minha casa minha Dilma, desqualificando o programa e encerrando agradecendo na fala da falta de diálogo do Senador Amorim, desculpando-se pela falta de diálogo, mesmo tendo clareza que não é base pra nenhum crime de responsabilidade. Seguida por Paulo Paim e todos os tão perseguidos do Sul como Lurch Dilma, sendo impecável com tristeza criado o momento por aqueles que traíram, lutando a presidenta sentindo a dor da traição. Inocente perante não ao Brasil, mas perante imundo. Propondo uma força “indestritível”. O que eles querem afinal? O interino… Não aceitam sua entrada para história, com os “abolicionista”. Ao que responde agradecendo com as maiores realizações sociais, várias numa literatura variada, inclusive a saída do Reino Unido da União Européia, com a diminuição, epa, com o aumento da desigualdade. Ganhos substantivos na lei de quotas, onde os adjetivos tornaram tudo mais democrático, mostrando o Mais Médicos para explicar como acabou e nós já investimos com orgulho das nossas políticas sociais.

Senador José Aníbal que torceu pela presidenta até 2012, com a crise movida por postura autocrática da presidenta, onde tinha motivação impulsiva em reduzir a conta de luz com mão pequena, para retirar depois com mão grande, despedindo-se antecipadamente falando do legado de retrocesso do PT inviabilizados por Lurch Dilma, desgraçadamente tornando-se especialista em terceirizar sua culpa, jogando para crise internacional e BC USA. Rombo da presidenta nos fundos de pensão, destaque para os CORREIOS, e do desastre de Pasadena, não restanto senão sua punição. Respondendo estarrecida por quem a conhece a muitos anos, e queria dizer ao Senador que se me julga, por que Senador? Se deve a uma coisa que é “respeitá” contrato quando beneficia a população e o usuário vencido, o que ocorreu não tinha sentido, pela primeira vez nesse país, sentindo muito além disso, tem pecado original explícito não pretendendo transferir minhas responsabilidades, para quem? Para, aliás, do combate à corrupção, em oposto ademais não deixar de reiterar o declínio, se derivam da mais grave falta de água, diante do volume morto utilizando o mecanismo ligando as térmicas com hidrotérmicas que não paga água, adversas e perversas do racionamento, com dois pesos e duas medidas com instrumento político com outros objetivos políticos com a história do rito, lamentando não ter sido. Só Jesus!

Senador Ataíde Lima e o diabo dos detalhes, com o descumprimento na verdade que já sabia que não havia déficit primário e superávit primário com um decreto, dois ou dez, tomando dinheiro de banco estatal Lurch Dilma de 2010 ou 2014. Queria fazer mais perguntas mais não pode, porque o FIES foi usado para ganhar eleições 2015 e a dívida do PT de 2003 em 800 bilhões e hoje deve 4 trilhões, sem perguntas porque são tantas e a herança de Temer é maldita. Respondendo perguntando pelos outros crimes Lurch Dilma, que olha sistematicamente programas sociais e estes que me acusam que o bolsa-família por exemplo que leva a eleição, sendo objeto da mais profunda auditoria ajustando o FIES, que atualmente não tem informações, que mudou as entidades, e também onde não havia pescadores para o seguro-defeso. Impressionante nexo quase cardeal.

Senador Álvaro Dias cumprimenta a retórica da presidenta e sua ficção do “golpe”, falando do apelo das ruas em brasileiros como ervas benditas pedindo o impeachment e da substituição do governo perverso do PT e sua usina de escândalos e incompetência. Golpe é a presidenta ter vilipendiado a constituição. Contabilidade criativa levando suspeição em relação ao Tribunal de Contas. O rotundo fracasso do governo deve responder. Respondendo que só reitera que é golpe parlamentar e só respeita as ruas, preferindo sua voz rouca às ditaduras. Negando-se aceitar o processo que não surge das ruas e sim do Deputado Eduardo Cunha, com sua chantagem explícita que não aceitamos e a imprensa internacional que comprova e não vai estender-se para o novo tipo de golpe, “começando na França com substituição de governo e que estamos sem provar o crime de responsabilidade e devemos nos ater ao crime de responsabilidade ou a necessidade de sua existência”.

Lindberg vem elogiar o currículo de Dilma Lurch cabeça erguida e que provas não valem nada, pois afirma ser o Senado tribunal de exceção, comovendo o país acusando o governo interino de conspiração parlamentar, acusando que a conspiração continua no Senado, acusando as elites dominantes em choradeira, acusando a mídia, especialmente a Rede Globo, acusada de golpe de classe, que vão privatizar tudo e acusa também o PSDB que não aceita as eleições, aves de rapina canalhas, golpe contra democracia. Respondendo presidenta que concorda em substância, fazendo acréscimos por detrás do golpe, destacando gravações para estancar a sangria impedindo a lava jato, com segunda questão tem a ver com a crise e o conflito distributivo com o pato dos cenários das ruas, “eee” adota uma pauta contra as mulheres, negros e população LGBT. Se ela não foi aprovada nas urnas, não pode ser aprovada sem crime com eleição indireta, querendo acrescentar razões do golpe, manchando o indelével e tem um padrinho Eduardo Cunha e seus coadjuvantes para o mais vergonhoso processo de impeachment, por que as calendas gregas? Por que isto está acontecendo? Acusando o Senado de conluio. Tanto que o Presidente Lewandowski suspendeu a sessão com intervalo. Nexo cardeal.

Agora já nas falas do habitual brilhantismo e coragem de Janaína e Miguel Reale, denunciando além dos crimes o mau cheiro. Onde posteriormente Gleicy Mortícia tenta ofender a acusação em seu rotineiro destempero politicamente incorreto, quando um de seus deputados ofende efetivamente os legítimos acusadores. Suspensa a sessão por Presidência do STF, reiterado nexo retro.

Então vamos vade retro para o ponto alto fantasioso, a defesa apaixonada inconsistente estabelecendo um paradoxo para “vítima” subversiva na ditadura militar, fantasiosa criminosa “menina” sequestradora agora velha vítima de novo conluio ou opressão, por destruir a economia do Brasil; onde então procura-se “pretexto” pelas elites para incriminá-la em atual “golpe parlamentar”. Tropeço Cardozo rábula realmente superou-se em seu vazio técnico e reforço de argumentos recortados da alegada legalidade jurídica, em retórica sofista in dubio pro reo conclama aos senadores, anteriormente qualificados como “sem moral” por Narizinho Gleici, melhor dizendo Addams, agora algozes morais duma “mulher” honesta que digam: especialmente seus ex-ministros se algo tem contra sua “presumida” boa fé. Tropeçando em retalhos processuais sua perversidade jurídica da farsa e “golpe” insustentáveis, torna efetivamente sua cliente ré confessa, acrescendo seu batismo de “prazo anastaziano” em analogia hilariante N2O ao canto gregoriano em encantamento num epílogo antecipado quase comovente. Nitroso Tropeço Cardozo invocando “Deus” ácido ordenando num futuro desculpas à Dilma Lurck. Condenada Dilma ex-presidenta, e livre da inabilitação para cargos públicos pelos próximos oito anos por falta de quórum graças à gravata vermelha de Lewandowski e bravata de Renan. Modus in rebus seria como condenarmos um terrorista cruel, livrando-o da pena posteriormente, onde esperamos agora o remédio do STF, ou risco do novo precedente reformar a Constituição e Código Penal em triste conluio. Nada mais, subscrevo o presente já com Brasil livre da terrível Família Addams. Graças a Deus!

José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304
* Publicado em http://www.horizontems.com.br/colunas-ler/impeachment-epilogo/1101
* Publicado em http://www.revistaevidencia.com/2016/09/impeachment-epilogo/
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