Expressão II *

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Chove lá fora! Interessante interpretar expressão. O lobão diz em resposta: e aqui tá tão vazio, me olha, me olha… Eu digo chapeuzinho em contrapartida: se chove lá fora, aqui dentro do Brasil está quentinho e seguro; frio vazio imagino pode ser um ângulo despropósito. Antônimo seria até dedutivo, aí dentro está inundado, complicado é que seria declamado da incomunicável inundação justiceira. Glub, glub, glub… E o tal “Santinho do pau oco” sensacional metáfora das nossas estradas reais mineiras, onde criatividade brasilis desenvolvia sui generis forma de isenção tributária. Natural ouro em pó e pepitas, contrabandeado em ocultismo clérigo. Inabalável fé do jeitinho brasileiro…

Balada do momento, deve ser mais ou menos – finalmente – o início do castigo mensaleiro, quase uma justiça divina de São Joaquim; talvez aquela “tarda, mas não falha”! Fato é que por ontem, passando os olhos no Facebook… Reencontrei o pretérito horror do Araguaia, lá pras bandas de 1970, onde o atual dodói encarcerado Mr. Cueca e sua gangue comunista entre outras façanhas torturaram e mataram o jovem João Pereira (idade 17 anos), num post corajoso de Denise Falcão Cardoso. Dedetizo lembrando que o ritual macabro aconteceu sob olhares familiares, onde inicialmente cortaram a orelha da vítima, depois  outra, dedos, mãos, prosseguindo lentamente até a derradeira facada no peito. Tendo por motivo implantar onda terrorista de repúdio à presença de nossas Forças Armadas – que teriam contratado os préstimos do jovem João como guia anteriormente – por lá, e quaisquer auxílios possivelmente prestados, bem ao estilo cubano genuíno. Onde o cagoete fonético homônimo seria posteriormente descritivo entregando, concomitante ao urinar perna abaixo, seus companheiros guerrilheiros da selva comunista; quando interpelado dum simples interrogatório blitz, bem longe dos métodos anteriores. Chupa essa uva!

Talvez menos indecente e mais corajoso seja Henrique Pizollato fugitivo duplo cidadão, réu confesso enxergando o fim da linha, converteu-se em moeda de troca do bandido italiano Cesare Battisti. Como bem disse nosso  arguto Ministro Marco Aurélio de Mello: é preciso compreender angústia dos condenados. Telúricos estilos variados em convergência – excetuando-se oportuno mostrando a língua “vá às favas” do ex-diretor do BB ao STF – de punhos cerrados erguidos; imagino que uma continuada resistência marqueteira à legalidade, ornitólogos sofistas teatralizando até saudoso poeta Mário Quintana: Eles passarão, eu passarinho… Na gaiola, naturalmente!

José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304
* Publicado em http://www.horizontems.com.br/colunas-ler/expressao-ii/590
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4 respostas para Expressão II *

  1. ELOY H. P, D''ECANIO disse:

    UM DIA VESTIDO DE SAUDADE VIVA QUERO ACORDAR DO MEU SONHO DE VER DE NOVO A VERDADEIRA FACE DA POLÍTICA ONDE EXISTIAM HOMENS PÚBLICOS NÃO ANOMALIAS VICIADAS EM CORRUPÇÃO.E TRAVESTIDAS DE BEM,COMO SE VESTE UMA FANTASIA.

  2. ELOY H. P, D''ECANIO disse:

    VESTIDO E VERDADEIRA CORREÇAO DO TEXTO

  3. Angela disse:

    hummm…voce sempre perfeito…seus textos sempre incriveis Bruno…é um prazer ler voce…beijos..

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